Jornalista Rubem Azevedo Lima morre, aos 94 anos, em Brasília

Rubem Azevedo Lima foi colaborador do Correio Braziliense e ganhou a Medalha Ulysses Guimarães, criada para homenagear pessoas que se destacaram na consolidação das instituições democráticas

Em abril de 1960, Rubem Azevedo Lima desembarcou em Brasília. Com malas em mãos, vindo do Rio de Janeiro, até então a sede do poder, o jornalista viu na nova capital, recém-inaugurada por Juscelino Kubitschek, uma oportunidade de crescimento em sua área preferida, a editoria de política.
No Correio Braziliense, publicou colunas às segundas-feiras, na página de Opinião. Rubem Azevedo Lima faleceu por volta das 9h deste sábado, aos 94 anos, na UTI do Hospital Santa Lúcia, onde estava internado devido a problemas pulmonares e cardíacos. O corpo de  Rubem Azevedo Lima será velado a partir das 11h deste domingo (22/4), na capela 6 do Campo da Esperança, na Asa Sul. O enterro será às 14h.
Rubem era viúvo de Therezinha Luzia de Jesus Outeiro Azevedo e deixa os filhos Rodrigo, Ricardo e Maria Teresa Monteiro de Azevedo Lima, além de seis netos, três bisnetos. Deixa também um legado no jornalismo brasileiro. Ao longo de nove décadas, o jornalista presenciou, além da mudança da capital, a ditadura militar e a redemocratização do país. Durante a carreira de jornalista, conviveu com nomes como Gilberto Freyre, Jorge Amado, Carlos Lacerda e Tancredo Neves.
O início da carreira jornalística de Rubem foi no jornal Correio da Manhã, no Rio de Janeiro, onde nasceu, em 2 de junho de 1923, no bairro de São Cristóvão. Ele passou pela Folha de São Paulo e pela Imprensa Nacional antes de ser aprovado num concurso da Câmara dos Deputados, onde trabalhou no Comitê de Imprensa até a aposentadoria.
Especialista em política, continuou publicando suas análises no Correio Braziliense. Em 29 de outubro de 2013, Rubem Azevedo Lima recebeu uma homenagem no plenário da Câmara dos Deputados, pela comemoração dos 25 anos da Constituição Brasileira. Ele ganhou a Medalha Ulysses Guimarães, criada para homenagear pessoas que se destacaram na consolidação das instituições democráticas.
Familiares lembram do jornalista como um leitor voraz, dono de uma biblioteca com mais de mil livros que mantinha onde morava com a cunhada Odette, em uma casa no Lago Sul. A história de Rubem Azevedo Lima no jornalismo serve de inspiração para diversas gerações de profissionais.
Fonte:Sarah Peres – Especial para Correio Braziliense

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