Empresária fica com rosto desfigurado após homem espancá-la no Rio

 

O suspeito, identificado como Vinícius Batista Serra, 27 anos, foi preso em flagrante após vizinhos acionarem PMs

Reprodução/Facebook
Mais um caso bárbaro de agressão contra a mulher. Desta vez, a vítima é a empresária Elaine Caparróz, 55 anos. Ela teria sido encontrada em seu apartamento desacordada, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, na madrugada desse sábado (16/2). A mulher estava com o rosto desfigurado.

O suspeito do espancamento, identificado como Vinícius Batista Serra, 27 anos, foi preso em flagrante após vizinhos acionarem PMs. Esta teria sido a primeira vez que o agressor e a vítima se encontraram, no apartamento dela. Na portaria, o suspeito teria se identificado com outro nome que não Vinícius. As informações são de O Dia.

“O estado que ela está é deplorável. Certamente vai precisar passar por cirurgias. Não sei como ela está viva”, relatou um amigo, que preferiu não se identificar. A vítima estava internada no Hospital Lourenço Jorge, mas foi transferida para uma unidade particular.

O Dia teve acesso ao boletim de ocorrência registrado na 16ª DP (Barra da Tijuca). No documento, o delegado-adjunto Rodrigo Freitas de Oliveira afirma que “pela gravidade das agressões e pela desproporcionalidade física, se (Vinicius) não desejava a morte da mesma, assumiu o risco de produzi-la”. Ainda segundo Rodrigo, o suspeito tentou matar Elaine por “razões de condição de sexo feminino”, a qual o delegado considerou como violência doméstica e familiar.

Os amigos de Elaine creem que o crime foi premeditado. No boletim de ocorrência, o delegado afirmou que não há duvidas que o homem cometeu o crime. Vinícius Batista Serra teria justificado, aos investigadores, que o espancamento ocorreu após um surto psicótico sofrido por ele durante a madrugada.

A lutadora de jiu-jitsu Kyra Gracie, amiga e ex-cunhada da vítima, fez um desabafo nas redes sociais sobre o episódio.

Elas por elas
Neste 2019, o Metrópoles inicia um projeto editorial para dar visibilidade às tragédias provocadas pela violência de gênero. As histórias de todas as vítimas de feminicídio do Distrito Federal serão contadas em perfis escritos por profissionais do sexo feminino (jornalistas, fotógrafas, artistas gráficas e cinegrafistas), com o propósito de aproximar as pessoas da trajetória de vida dessas mulheres.

O Elas por Elas propõe manter em pauta, durante todo o ano, o tema da violência contra a mulher para alertar a população e as autoridades sobre as graves consequências da cultura do machismo que persiste no país. Desde 1° de janeiro, um contador está em destaque na capa do portal para monitorar e ressaltar os casos de Maria da Penha registrados no DF. Mas nossa maior energia será despendida para humanizar as estatísticas frias, que dão uma dimensão da gravidade do problema, porém não alcançam o poder da empatia, o único capaz de interromper a indiferença diante dos pedidos de socorro de tantas brasileiras.

Fonte: metrópoles

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