Contadora de histórias Nyedja Gennari é destaque na 35ª Feira do Livro de Brasília

A professora e escritora Nyedja Gennari tem conquistado corações e mentes de crianças e adultos por todo o Brasil.

No período de 6 a 16 de junho, Brasília será transformada na Capital da Leitura. Até lá, conheça as pratas da casa!

Com a vocação para contar histórias, a professora e escritora Nyedja Gennari tem conquistado corações e mentes de crianças e adultos por todo o Brasil. Ao ver boas histórias “para quase tudo”, ela ganhou repercussão após conquistar o público com seu jeito cativante e irreverente em apresentações em shoppings e festas. Ela também criou o ousado projeto de contação de histórias personalizadas, que tem rendido a contratação para eventos diversos, como casamentos, aniversários e até mesmo solenidades no Senado Federal. Para a escritora, natural de Cuiabá (MT) e recentemente agraciada com o título de cidadã honorária de Brasília pela Câmara Legislativa, as histórias são a maior ferramenta de aprendizado. Nesta entrevista exclusiva, a autora e também ativista social conta um pouco do que reserva para o evento mais esperado do ano!

A Felib será realizada no Complexo Cultural da República entre os dias 6 e 16 de junho, das 9h às 22h (segunda a sexta) e das 10h às 23h (sábado e domingo). A programação reúne lançamentos de livros, saraus, palestras, oficinas, mostra de filmes, homenagens, apresentações de teatro, contação de histórias para crianças e atrações musicais. Realização: Câmara do Livro do DF e Instituto Latinoamerica. Apoio: Sindicato dos Escritores do DF. A entrada é franca. Confira os detalhes em: http://felib.com.br/

Clarice: Como será a sua participação na Feira do Livro este ano?
Nyedja: Eu vou participar em dois momentos. Vou participar com a contação de história no dia 8, das 11h às 12h, com o espetáculo As Minhas e as Outras Histórias, onde eu misturo histórias consagradas da literatura infantil com alguma historias autorais. É um espetáculo bem lúdico, com cenário lúdico e é o mesmo espetáculo que eu apresento há sete anos nos shoppings da cidade, claro que o espetáculo é o mesmo, mas há uma super variedade de histórias. Também vou participar com uma oficina de storytelling, por conta do projeto de histórias personalizadas que eu trouxe para o Senado Federal, que eu levo para as festas, como casamentos. Vou ensinar para as pessoas o poder das histórias para tudo.

Clarice: Quais obras e novidades você reservou para esta data?
Nyedja: Eu reservei uma história nova minha recém-lançada, que é o livro Fofoca Reversa, que é a história de um cachorro, o Cafofo, que fala bem dos outros bichos. É uma história com clima de amizade e também penso em fazer um espetáculo bem diferente e que também abrande não só as crianças, mas também toda a família.

Clarice: Você tem se destacado dentro e fora do DF como uma grande contadora de histórias e personalidade que incentiva a leitura. Como tem sido este trabalho para o público infantil até o momento? Como é para você ter este reconhecimento no DF?
Nyedja: O trabalho de contadora de histórias é um trabalho muito árduo. Ele começou há 20 anos na escola Ciman, quando fui contratada para contar histórias. Depois, contei história em um espetáculo no CCBB e a gerente de Makreting me levou para o Terraço Shopping, daí a coisa foi só crescendo. Mas acho que além de contadora de histórias, fui uma boa empreendedora. Eu não tive medo de ousar e levar as histórias para diversos espaços, como cenário político, empresarial, festas, etc. Penso que todo mundo tem uma boa história e que a vida é feita de boas histórias. E também para as minhas ações sociais, e eu fico muito feliz em ter esse reconhecimento não só no DF, mas também fora de Brasília. No ano passado e anos anteriores, viajei para a América Latina levando histórias para fora de Brasília, tenho feito muitos casamentos e contado histórias pessoais. Então, esse reconhecimento é fruto de um trabalho árduo. Eu costumo dizer que é um trabalho de formiguinha que tem 20 anos contando histórias e há 7 posso dizer que comecei a ter a glória do público, que foi quando comecei a me apresentar nos shoppings de Brasília.

Clarice: Na sua opinião, qual a importância da Feira do Livro de Brasília para o DF e região Centro-Oeste?
Nyedja: Feira do Livro de Brasília tem uma suma importância. Acredito que o livro e a educação são ferramentas poderosas para se mudar o mundo, copiando Nelson Mandela. Acho que a feira é super importante porque a gente consegue trazer as escolas e a população para esse espaço, ainda mais agora que ela vai ocupar um espaço tão privilegiado no Museu da República. E sabemos que este evento é fruto de muito esforço porque nem sempre os nossos governantes apoiam esta iniciativa, então, por muitas vezes ela já aconteceu sem incentivo nenhum e eu acho que ela é feita com o trabalho de pessoas apaixonadas pelo livro e pela leitura, que é essa ferramenta que pode mudar o mundo e curar as pessoas.

Clarice:  Como escritora e contadora de histórias, como é para você participar de mais uma edição deste grande evento? Qual a sua expectativa com este novo local e demais novidades já anunciadas?
Nyedja: A minha expectativa desse grande evento é maior como contadora de histórias porque a gente poder levar novidades, ver o brilho nos olhos das crianças, a alegria e o sorriso das famílias nesse momento de aconchego. Podemos ver as pessoas tendo interesse pelo livro e a gente sempre acredita que o mundo tem salvação. Se uma pessoa lê um livro a gente está curando e mudando a sociedade. Plagiando Mário Quintana, em uma forma que eu sempre termino os meus espetáculos: “Livros não mudam o mundo, mas livros mudam pessoas e pessoas mudam o mundo”. E uma frase totalmente é: Eu sempre acredito que quem muito lê, muito sabe e muito vê”, então a gente tem o poder de transformar a sociedade através das histórias e do poder curador da leitura.

Fonte: claricegulyas.com.br

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