Nesse final de ano, não solte fogos de artifícios respeite nós e os animais também

Você se incomoda com o barulho dos rojões em dias de jogos de futebol ou em outros tipos de comemorações? Quem também pode não gostar nem um pouco das explosões é o seu cãozinho de estimação

Fotos :Arquivos Blog Avoz do Povo-DF/ Fredy

Os cães possuem uma capacidade auditiva diferente do ser humano. Assim, para efeitos de comparação, o ouvido canino é capaz de perceber sons com frequência entre 10 Hz (Hz = Hertz, uma unidade de medida da frequência de uma onda) e 40.000 Hz; já o homem percebe sons na faixa de 10 Hz a 20.000 Hz. Além disso, os cães conseguem detectar sons quatro vezes mais distantes que o ser humano. Isto acontece por razões de evolução e adaptação: o ser humano, com seus olhos posicionados bem à frente (ao contrário dos cães, que são mais laterais), consegue focar um objeto com maior precisão, além de ter um campo visual maior. Com esse aprimoramento da visão, a audição ficou em segundo plano. Nos cães, há maior dependência do sentido auditivo que nos homens; assim, sua audição deve “compensar” a sua visão. Por fim, o ser humano se tornou tão especializado em suas faculdades mentais (cognição e raciocínio) que a audição é apenas mais um suporte ao processo (junto com todos os outros sentidos).

Fotos :Arquivos Blog Avoz do Povo-DF/ Chica

Os gatos e cachorros, por sua vez, ouvem ultra-sons, agudos demais para as pessoas e, assim, são capazes de escutar até os ruídos que os ratos fazem entre si. Para animais que vivem da caça , esta capacidade é primordial, pois o ultra-som possibilita que detectem com precisão a localização da presa. Cuidado com a bicharada nesse fim de ano! Muitos animais morrem por causa dos fogos, seja pelo susto, por tentarem fugir e se enforcarem com as coleiras ou mesmo por atropelamento durante uma fuga desesperada! O que o proprietário pode fazer é prever eventos que tenham mais utilização de fogos de artifício e colocar em prática uma série de medidas que podem mascarar o acontecimento ou desviar o foco de atenção do animal. Alguns procedimentos devem ser evitados, como ficar com o cão no colo, como se quisesse consolá-lo (ele vai entender que o comportamento emitido naquele momento está correto e sendo recompensado) ou alimentá-lo no momento dos fogos (forneça a comida pelo menos uma hora antes ou dê pequenas porções escondidas em brinquedos).

Foto: Arquivo Blog A voz do Povo-DF/ Maylon assustado com o barulho dos fogos.

Algumas medidas podem ser adotadas, como: colocar algum som mais alto e suportável ao cão no ambiente (como música ou televisão); enriquecer o ambiente do animal com brinquedos ou desafios para que este possa ter sua atenção desviada (bolinhas, túneis, caixas de papelão entreabertas); se ele insistir em se esconder, permitir que sua cama ou casa fique em local resguardado e abrigado (como no canto de um sofá ou debaixo de uma mesa); evitar o acesso a locais potencialmente perigosos (varandas, janelas e piscinas); colocá-lo em contato com outros cães, preferencialmente que não se assustem com barulhos; e fechar cortinas, portas e janelas (buscando minimizar o som). De qualquer forma, cães que ainda sofrem nestas situações podem ser manejados sob tranquilização/sedação (com estrito controle do médico-veterinário) ou passar por um processo de adestramento conhecido como dessensibilização (o cão é, progressivamente, colocado em contato com sons cada vez mais altos, até se “acostumar” com o barulho de fogos de artifício). Essa última alternativa deve ser feita com pessoal especializado neste tipo de condicionamento (uma boa dica é pedir informações às associações de raça; nunca aceite a ajuda de práticos ou “adestradores de fundo de quintal”).

Fonte: Blog A voz do Povo-DF

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