Funcionário de boate é assassinado na porta do estabelecimento, na Asa Sul

Segundo a polícia, dois homens chegaram encapuzados e atiraram contra Anderson Soares da Silva, que morreu no local. A boate funciona dentro de um hotel

Câmera de segurança registrou a ação (em sentido horário): os dois criminosos se aproximam da entrada; um deles dispara contra o gerente; os tiros continuam com a vítima caída; os bandidos fogem correndo (foto: Reprodução)

Um homem de 37 anos, identificado como Anderson Soares da Silva, morreu após ser baleado, na madrugada desta sexta-feira (7/2), na boate Alfa Pub, na quadra 2 do Setor Hoteleiro Sul. Anderson era funcionário do estabelecimento, que funciona no térreo do Hotel Bonaparte.

De acordo com a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), dois homens chegaram a pé e atiraram contra a vítima. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi chamado para prestar socorro, mas os médicos constararam a morte no local.

Câmeras de segurança registraram o crime e mostram que a vítima foi baleada diversas vezes, sendo alvejada mesmo após cair. O Correio optou por não publicar o vídeo, devido às cenas explícitas de violência.

“Sem entender”

Dono do estabelecimento, o empresário Nemias Semesato, 38 anos, afirma não saber o que poderia ter motivado o assassinato do funcionário da boate. “A gente está sem entender. É muito estranha uma execução destas. O Anderson era um cara bom. O conheço há vinte anos. Servimos ao Exército juntos até 2005, quando eu saí. Ele permaneceu como cabo até 2008, quando veio trabalhar comigo no bar”, conta.
Semesato não acredita que o crime tenha relação com a função desempenhada por Anderson na boate. “O problema não foi com o bar. Espero que isso seja solucionado logo. A gente não sabe a causa dessa morte. Sabemos que foi uma execução, de alguém que veio de fora”, disse.
Segundo a PCDF, os supeitos fugiram, logo em seguida, em direção a um outro hotel da região, o Esplanada, na quadra 3, embarcaram em um carro e fugiram. Os investigadores ainda não sabem do paradeiro deles. A 5ª Delegacia de Polícia (Área central de Brasília) apura o caso.

 Suspeita de irregularidades

Advogado do condomínio Bonaparte, onde funciona o hotel e a boate, Alexandre Alarcão afirma já ter notificado a polícia e o dono do estabelecimento onde ocorreu o crime sobre supostas irregularidades que aconteceriam no local.

“Cabe à polícia investigar se está acontecendo exploração sexual e tráfico de drogas. Nosso papel é notificar para que as autoridades tomem as medidas necessárias”, disse. “Tem uma coisa que a gente entende ser muito relevante. O estabelecimento tem licenciamento para funcionar até as 23h. Eles não cumprem. Ou seja, no horário que aconteceu o crime, eles deveriam estar fechados. O condomínio tem notificado a boate sobre isso. Se eles tivessem cumprido o horário poderia não ter acontecido isso”, completou.

O complexo hoteleiro possui 267 unidades, onde parte dos apartamentos são residenciais. “Tem famílias que moram aqui. O condomínio é uma vítima de um crime que aconteceu no térreo, em uma boate que funciona aqui. Tem pessoas que estão assustadas. Os tiros, como vemos nas imagens de segurança foram dados para o lado, também. Poderia ter acertado alguém que estava vindo pra casa”, pontua Alarcão. O advogado ainda afirmou que o condomínio está estudando as medidas a tomar em função do ocorrido.
Com informações BLOG A VOZ DO POVO-DF
Fonte: Matheus Ferrari/CB

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