Ministério Público apura ação da PM no caso da Costureira Silvana de Souza que teve fratura exposta na perna e sofreu ferimentos no rosto, após abordagem policial.

Eu me senti um nada, um lixo, um zé ninguém para eles, como se eu fosse um animal. Não tinha necessidade de fazerem aquilo comigo, disse a costureira.

Foto: PM de Santa Catarina tentando imobilizar, quebra perna de mulher na abordagem.

Um vídeo chocante viralizou nas redes sociais, dois dias após o Dia Internacional das Mulheres. A agressão policial aconteceu no dia 19 de fevereiro deste ano, mas só repercutiu agora (10/03), após o vídeo cair nas redes sociais.  Silvana estava sendo presa por desacato, leva uma rasteira e é jogada no chão batendo com o rosto no cascalho, também teve fratura exposta na perna. A costureira ressalta que não houve nenhuma agressão ou ameaça dos moradores, como afirma a polícia.

 

Veja o vídeo:

Publicado por Jean William em Terça-feira, 10 de março de 2020

O vídeo mostra o momento em que Silvana está sendo conduzida e, de repente, leva uma rasteira e é jogada no chão. Tatiana de Souza, irmã de Silvana, gravou as imagens que mostram a costureira com o rosto machucado, sangrando e a fratura exposta na perna. “Ele quebrou minha perna”, gritava Silvana.

Durante os dois dias e meio no hospital, a costureira passou pelo procedimento cirúrgico para corrigir a fratura na perna, o que a tem impossibilitado de trabalhar. O retorno ao médico para avaliar a necessidade de nova cirurgia será no dia 25 de março.

Polícia Militar de Santa Catarina

Em nota, a Polícia Militar de Santa Catarina afirmou que os moradores teriam iniciado a discussão e ameaçado os policiais, inclusive com um facão, o que teria motivado a utilização de gás de pimenta. A PM declarou ainda que Silvana teria continuado a desacatar os policiais e demonstrado resistência no momento da prisão “razão pela qual o policial fez uso da força, derrubando-a no chão”. A nota ressalta ainda que os agentes “são treinados a fazer o uso progressivo da força, bem como, observarem os protocolos operacionais padrão”. A PM afirma que um Inquérito Policial Militar será instaurado.

Ministério Público apura ação da PM

O promotor Filipe Costa Brenner determinou, dois dias após a ação, a juntada de gravações, reportagens, do auto de prisão em flagrante e das imagens das câmeras policiais. A partir desses elementos, a promotoria deve avaliar se há elementos suficientes para instauração de procedimento e possível encaminhamento à Promotoria Especializada, em Florianópolis, para investigar possíveis abusos na ação militar.

“Os fatos têm potencial para ensejar providências do controle externo da atividade policial e, inclusive, na seara criminal”, resumiu no despacho.

Além disso, a família de Silvana contratou advogados que, em nota, dizem que estão aguardando a apuração do Ministério Público e do comando da PMSC. “Após a conclusão desses trabalhos, serão ajuizadas as medidas judiciais cabíveis”, afirmam.

Com informações: BLOG A VOZ DO POVO-DF

Fonte: Drika Evarini

 

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