CORONA VÍRUS: Um balanço atual dos casos no Brasil e no mundo

Em novo recorde, Itália registra 969 mortos em um dia por coronavírus

Itália tem dia com maior número de mortos por novo vírus. Foto: Piero Cruciatti/AFP

Itália

A Itália anunciou um aumento recorde de quase 1.000 mortes por coronavírus em 24 horas, um balanço que nenhum outro país alcançou até agora, segundo dados oficiais da Proteção Civil. O número total de mortes agora é de 9.134, 969 a mais do que quinta-feira 26. O contágio, porém, continua a desacelerar, com um aumento de 7,4% no número total de casos positivos (86.498), a taxa mais baixa desde o início da pandemia na Itália, há mais de um mês.

Jovem saudável de 16 anos morre vítima do novo coronavírus

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França

Uma jovem de apenas 16 anos está entre as novas vítimas do coronavírus na França, segundo anunciou o governo nesta quinta-feira 26. Julie (que não teve o sobrenome divulgado) era saudável e não estava no grupo de risco da Covid-19.

“É um choque perder um filho, a vida perde o sentido, mas temos a obrigação de continuar”, disse a mãe de Julie Sabine.

A mulher diz que a menina nunca apresentou doenças que a colocassem entre as vítimas mais vulneráveis da Covid-19 (idosos acima dos 60 anos, hipertensos, asmático e diabéticos). “Ninguém é invencível”, afirmou.

Coronavírus: Brasil tem 92 mortos e 3.417 casos confirmados

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BRASIL

Últimos dados são de 3.417 casos oficiais confirmados no país — aumento de 502 casos em um dia, segundo o Ministério da Saúde, e letalidade de 2,7%. Os dados indicam: 145 casos no Norte; 539 no Nordeste; 318 no Centro-Oeste; 1.952 no Sudeste; e 463 no Sul.

O Brasil completou ontem 30 dias desde o primeiro caso de contaminação por coronavírus reportado no país — quando o país ainda contabilizava 77 mortes e quase 3 mil casos confirmados da doença. Olhando friamente os números, eles podem indicar uma situação preocupante quando comparamos com outros países que agora são o foco da crise.

O ‘surto apocalíptico’ de coronavírus em um hospital de Nova York

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Nova York

Ao longo de algumas horas na terça (24), Ashley Bray, no Elmhurst Hospital Center, fez compressões torácicas sobre uma mulher de mais de 80 anos, um homem na casa dos 60 e um rapaz de 38 que lembrava o médico de seu noivo.

Todos haviam recebido o diagnóstico de coronavírus e sofrido paradas cardíacas. Todos acabaram morrendo. Elmhurst, hospital público com 545 leitos no distrito de Queens, em Nova York, começou a transferir pacientes com outros problemas médicos para outros hospitais, visando dedicar-se inteiramente à pandemia.

Médicos e enfermeiros estão lutando para trabalhar com apenas algumas dezenas de respiradores. As chamadas pelo alto-falante de “Equipe 700”, código usado para indicar que um paciente está à beira da morte, são ouvidas várias vezes em cada turno de trabalho. Alguns pacientes já morreram no pronto-socorro enquanto ainda aguardavam um leito. Um caminhão refrigerado estacionado diante do hospital recebe os corpos. O sistema de hospitais públicos de Nova York informou que 13 pessoas morreram no hospital Elmhurst nas últimas 24 horas.

Mortes na Espanha voltam a crescer e batem recorde diário de 769; França prolonga quarentena

Paramédicos transportam doente para hospital na região de Madri Foto: JAVIER SORIANO / AFP / 26-03-2020

ESPANHA

MADRI — Após um dia de queda, as mortes registradas na Espanha em razão do novo coronavírus voltaram a crescer nas últimas 24 horas, atingindo o recorde de 769 para um dia. Com isso, o número total de mortos no país chegou a 4.858, com 64.059 casos registrados da doença. Em paralelo, a crise vem se agravando na vizinha França, onde os hospitais estão à beira do colapso. Frente à crise e ao temor de uma nova onda de contágios, o governo francês anunciou a prorrogação do confinamento do país até ao menos 15 de abril.

CoronavírusPerguntas e respostas sobre a Covid-19

Em seu boletim diário, a força-tarefa do governo espanhol de combate ao coronavírus anunciou que o número de mortes aumentou 19% em relação ao dia anterior, quando havia sido registradas 655 vítimas fatais. Segundo o chefe de emergência do país, Fernando Simón, isto não é um sinal de piora do panorama, pelo contrário: apesar do aumento, a taxa de crescimento no número de óbitos começa a se estabilizar — sinal da proximidade do pico da pandemia.

Com informações BLOG A VOZ DO POVO-DF

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