Os 179 novos policiais penais nomeados no último ano para reforçar a segurança do sistema penitenciário do Distrito Federal iniciaram, nesta quinta-feira (5), a segunda etapa do curso de formação profissional na carreira. A solenidade de abertura, no auditório do Complexo da Polícia Civil, contou com a presença do governador do DF, Ibaneis Rocha. Os profissionais integram o contingente de 1.333 policiais penais nomeados pelo Governo do Distrito Federal (GDF) desde 2019.
“Quando me perguntam por que o crime organizado não se cria em Brasília, eu dou exemplo de como a nossa Polícia Penal faz um trabalho de excelência. Trabalha com segurança, mas pensa também na ressocialização”
Governador Ibaneis Rocha
A chegada dos novos policiais penais dará mais eficiência e humanização ao processo de ressocialização da população privada de liberdade, além de reforçar o controle e a segurança das unidades prisionais, garantindo melhores condições de trabalho para os profissionais.
“É uma situação muito difícil, porque são 17 mil apenados [nas unidades prisionais do Distrito Federal], e, no Brasil, das 5.400 cidades, 3.770 não têm uma população desse tamanho”, declarou o governador. “Vejam só a responsabilidade do trabalho que vocês desenvolvem. Nós sabemos, agora mais ainda pela experiência que esses dois mandatos me deram, que o crime nasce dentro do presídio.”
Trabalho de excelência
“Quando me perguntam por que o crime organizado não se cria em Brasília, eu dou exemplo de como a nossa Polícia Penal faz um trabalho de excelência. Trabalha com segurança, mas pensa também na ressocialização. Isso tudo tem feito a segurança da nossa cidade avançar. Aproveitem este curso de formação, porque nós já temos colegas de vocês na ativa que têm dado exemplo para o Brasil.”
Além do reforço de profissionais por meio das nomeações, o governo tem investido na valorização dos profissionais e na infraestrutura necessária para o trabalho, como a aquisição de 71 viaturas, 274 computadores e coletes balísticos para todos os profissionais na ativa.
“Primeiro, houve uma evolução muito grande da carreira, seja na questão salarial, seja nas garantias de trabalho, na melhoria dos equipamentos e na entrega de bons equipamentos, para que eles possam realizar um trabalho que talvez seja um dos mais duros dentro do nosso sistema policial, que é cuidar daqueles que já estão apenados”, enumerou o governador.
“Aqui no Distrito Federal não temos facções telefonando das cadeias, porque temos essa categoria. Acredito no sistema prisional produtivo, em que o interno possa trabalhar”
Celina Leão, vice-governadora
Ibaneis Rocha lembrou ainda que o governo atua para a criação do Fundo Penitenciário, junto à Câmara Legislativa do DF (CLDF), e para o reajuste da categoria, assim como foi feito com as outras forças de segurança por meio do Fundo Constitucional do DF (FCDF).
“A criação do fundo vai estruturar o sistema penitenciário”, complementou o chefe do Executivo. “É uma lei de reestruturação que encerra essa história de os policiais penais serem tratados apenas como subcategoria, passando a ter condições de trabalho cada vez melhores. Essa é a importância da forma como temos trabalhado.”
Mudança de categoria
A vice-governadora Celina Leão, que participou da criação da categoria há alguns anos, destacou a importância dos policiais para a segurança do DF: “Foi uma luta muito grande. Eu estava na Câmara, como deputada, quando conseguimos mudar, porque antes era uma subcategoria. Hoje, é uma carreira reconhecida como fundamental para a segurança pública. Aqui no Distrito Federal não temos facções telefonando das cadeias, porque temos essa categoria. Acredito no sistema prisional produtivo, em que o interno possa trabalhar”.