Atenção Domiciliar alcança 70 mil atendimentos, humaniza assistência e desocupa leitos
Notícia 03/03/2026 às 19h09

Atenção Domiciliar alcança 70 mil atendimentos, humaniza assistência e desocupa leitos

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) atua em múltiplos locais, seja nas unidades próprias, seja nas ruas e até na casa do cidadão. Prova disso é o serviço de atenção domiciliar, uma maneira de oferecer assistência humanizada e substituir a internação hospitalar de pessoas com doenças crônicas. Em 2025, foram realizados 70,5 mil atendimentos domiciliares em toda a capital. 

O trabalho de visitação inclui ações de prevenção de agravos e promoção da saúde, assim como medidas de reabilitação, tratamento e até cuidados paliativos em ambiente doméstico. São elegíveis para receber atenção domiciliar os pacientes totalmente acamados e que façam uso de dispositivos de ostomia, ou que possuam úlcera por pressão, as chamadas escaras.

O atendimento domiciliar integra bem-estar de pacientes, familiares e cuidadores | Fotos: Matheus Oliveira/Agência Saúde DF

“A atenção domiciliar existe em todas as regionais do DF e é ligada ao programa Melhor em Casa, do Ministério da Saúde. Com essas ações, o paciente volta a seu lar e continua recebendo todo o suporte do hospital, só que em casa”, explica a chefe do Núcleo Regional de Atenção Domiciliar da Região de Saúde Centro-Sul, Andréia Brasil.

O atendimento domiciliar, segundo a especialista, humaniza o cuidado destinado tanto a pacientes quanto a familiares e cuidadores, evitando reinternações e potencializando a aplicação de recursos da SES-DF.

A equipe do Núcleo Regional de Atenção Domiciliar (Nrad) é formada por médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, psicólogos, assistentes sociais, nutricionistas, fisioterapeutas e fonoaudiólogos. “Todos são aliados no plano terapêutico para melhorar o quadro de pacientes crônicos, que de outra forma ficariam longos períodos internados num leito ou mesmo em uma Unidade de Tratamento Intensivo (UTI)”, assegura a gestora. 

Atualmente, o o Núcleo Regional de Atenção Domiciliar acompanha 118 pacientes em 10 regiões administrativas do DF

O superintendente da Região de Saúde Centro-Sul, Ronan Garcia, destaca o trabalho da equipe do Nrad, que atualmente acompanha 118 pacientes da Candangolândia, Estrutural, Guará I, Guará II, Park Way, Núcleo Bandeirante, Riacho Fundo, Riacho Fundo II, Setor de Indústria e Abastecimento (SIA) e Setor Complementar de Indústria e Abastecimento (SCIA).

“O serviço prestado por essa equipe é essencial para a população. Nós percebemos que o acolhimento de excelência gera efeitos positivos na recuperação dos pacientes, na menor duração das internações e no tempo de giro dos leitos”, avalia Garcia. 

Atendimento e orientações

Para Regina Cunha, 54 anos, a vida é toda dedicada a cuidar da filha Nicole, 23. Quando tinha nove meses de idade, Nicole passou a sofrer com crises de epilepsia que acarretariam sequelas neurológicas irreversíveis. A situação da filha se agravou há cerca de um ano, quando ela precisou fazer uma gastrostomia — colocação de uma sonda alimentar diretamente no estômago — e passou a receber atendimento domiciliar.

Regina Cunha conta que fica aliviada quando os médicos chegam para cuidar da filha dela

“A equipe do Nrad sempre foi muito importante para mim. Os profissionais vieram e me ensinaram a proceder no dia a dia da Nicole. Eu só tenho a agradecer. Quando eles chegam para examinar a minha filha, fico aliviada”, conta Regina.

Acesso ao serviço

O acesso a esse tipo de atendimento pode ocorrer de duas formas: durante a internação hospitalar ou em acompanhamento na atenção primária. No primeiro caso, a equipe assistencial da unidade de saúde preenche os formulários específicos e direciona o paciente ao Nrad correspondente, para avaliação dos critérios do programa.

Já no acompanhamento da atenção primária, a pessoa fica em casa sob responsabilidade da equipe da Unidade Básica de Saúde (UBS). Nessa situação, o encaminhamento também é realizado mediante formulários padronizados.

Após o recebimento da documentação, o núcleo faz a avaliação técnica e, havendo critérios para a admissão, realiza a inclusão do paciente no serviço, com a elaboração de um plano terapêutico.

*Com informações da Secretaria de Saúde