A Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb) avança nas obras da unidade de polimento final da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Melchior, em Samambaia. Com investimento superior a R$ 37,4 milhões, a nova estrutura vai garantir maior eficiência no tratamento dos efluentes antes do lançamento no córrego Melchior, contribuindo diretamente para a preservação do corpo hídrico e do meio ambiente.
A intervenção tem como objetivo ampliar a estabilidade operacional do sistema e aumentar a remoção de fósforo e outros nutrientes remanescentes do processo biológico. Iniciada em agosto de 2024, a obra é executada pela empresa Ankara Engenharia Ltda e já gerou mais de 40 empregos. O projeto também inclui casa de química e interligações com as demais estruturas da estação.
Segundo o presidente da Caesb, Luís Antônio Almeida Reis, a iniciativa integra um conjunto de ações voltadas à sustentabilidade ambiental no Distrito Federal. “A Caesb tem traduzido um esforço muito grande, que é determinado pelo Governo do Distrito Federal, por parte da governadora Celina, que inclusive tem uma preocupação muito grande com isso, de devolvermos para a natureza a água que dela retiramos, sempre da melhor maneira possível.”
Ele explica que a nova unidade funcionará como uma etapa complementar ao tratamento já existente, que é um dos mais avançados do país. “Hoje a estação de tratamento Melchior é terciária, sendo assim no nível mais alto das estações de tratamento que temos no Brasil. Com a unidade de polimento final, passamos a ter mais segurança na forma de tratamento, porque além de todo o tratamento biológico que é feito atualmente, poderemos fazer o tratamento químico para retirada de fósforo e outros nutrientes, garantindo um efluente de ainda mais qualidade”, detalha.
O rio Melchior é categorizado como de Classe 4, não sendo utilizado para abastecimento humano, mas desempenha papel relevante na diluição de efluentes e na composição ambiental da região. A Caesb monitora continuamente a qualidade dos efluentes e da água do rio Melchior em pontos de amostragem localizados antes e após os pontos de lançamentos da estação, para garantir que os parâmetros atendam às normas estabelecidas.
De acordo com o presidente, a melhoria será significativa mesmo diante dos bons índices atuais. “Hoje o efluente já é de alta qualidade, mas vamos melhorar ainda mais. Em muitos casos, a água devolvida ao rio chega a ser melhor do que a própria água do curso hídrico, que sofre impactos de outras fontes, como indústrias e lançamentos clandestinos”, acrescenta.