Mesmo mantendo uma rotina mais frequente de consultas e exames preventivos, muitas mulheres ainda deixam a saúde do coração em segundo plano. O alerta ganha ainda mais importância diante de um dado preocupante: as doenças cardiovasculares continuam sendo a principal causa de morte feminina no país.
Em alusão ao Dia Nacional de Conscientização das Doenças Cardiovasculares na Mulher, celebrado nesta quinta-feira (14), o Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), recebeu uma ação voltada à orientação, prevenção e conscientização sobre fatores de risco relacionados à saúde cardiovascular.
A iniciativa, promovida pela Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) com apoio do HBDF, ocorreu no estacionamento do ambulatório da unidade para ampliar o acesso das pacientes às avaliações preventivas e informações sobre saúde cardiovascular.
Durante a atividade, foram realizados atendimentos com coleta de histórico familiar cardiovascular, aferição de pressão arterial, avaliação de peso, medição da circunferência abdominal e orientações sobre alimentação saudável, menopausa e sinais de alerta para doenças cardíacas.
De acordo com a cardiologista do HBDF Alexandra Mesquita, muitas mulheres mantêm uma rotina frequente de acompanhamento ginecológico e exames preventivos, mas acabam deixando a saúde cardiovascular em segundo plano. “As mulheres costumam se preocupar com a saúde íntima, indo a ginecologistas e fazendo exames de mama com mais frequência ao longo da vida, e isso não está errado. Mas acontece muito do coração acabar negligenciado”, explica.
Segundo a especialista, fatores hormonais e metabólicos também influenciam diretamente o risco cardiovascular ao longo da vida, especialmente após a menopausa.
Entre os participantes da ação estava o estudante de medicina João Figueiredo, que reforçou a importância do acompanhamento preventivo para a saúde cardiovascular feminina. “Antes da menopausa, mulheres infartam menos do que homens, mas depois dela, esse número se iguala ao dos homens e pode até aumentar”, detalhou.