A 69ª edição do programa GDF Mais Perto do Cidadão, iniciativa da Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus-DF), movimentou o Arapoanga na sexta-feira (27) e neste sábado (28). Realizado em frente ao Centro Educacional Dona América Guimarães, na Quadra 10K, Conjunto C, o evento reuniu mais de 4 mil pessoas em dois dias de serviços públicos gratuitos de cidadania, assistência, capacitação e cuidado com a população, tudo em um só lugar.
“É o governo presente nas regiões administrativas, ouvindo, acolhendo e resolvendo demandas”
Marcela Passamani, secretária de Justiça e Cidadania
Com estrutura ampla e programação diversificada, o programa aproximou o governo da comunidade, oferecendo atendimentos do Na Hora, orientações jurídicas, ações de saúde e beleza, oficinas culturais e atividades recreativas para todas as idades.
“O GDF Mais Perto do Cidadão nasceu com o propósito de levar serviços e ações de bem-estar para perto de quem mais precisa”, lembrou a secretária de Justiça e Cidadania, Marcela Passamani. “É o governo presente nas regiões administrativas, ouvindo, acolhendo e resolvendo demandas. Desde fevereiro de 2023, já ultrapassamos a marca de meio milhão de atendimentos, transformando realidades em todo o Distrito Federal.”
Saúde é movimento
Um dos destaques desta edição foi o aulão de ritmos com pessoas idosas de Planaltina, participantes do programa Viver 60+, também coordenado pela Sejus-DF. Ministrada pela professora de zumba Patrícia Alves, a atividade incentivou saúde, integração e alegria na tarde de sexta-feira. A dona de casa Maria das Dores Almeida, 62 anos, moradora do Arapoanga, foi ao evento para tomar a vacina contra a covid-19 e acabou entrando na dança: “Vim me vacinar e encontrei foi alegria. Quando vi, já estava dançando. Saio daqui mais leve e feliz”.
O público infantil também teve vez. O evento contou com espaço temático com games, brincadeiras lúdicas e brinquedos de madeira produzidos por reeducandos da Fundação de Amparo ao Trabalhador Preso (Funap-DF), órgão vinculado à secretaria. A programação incluiu cama elástica, corrida de quadriciclo, teatrinho do Detran-DF, além de pipoca e algodão-doce.
A aposentada Maria Aninha Pinto, 65, aproveitou a manhã para resolver pendências. Levou a gatinha Maya e o cachorro Bob para vacinação antirrábica no espaço de saúde animal e acompanhou a diversão da neta, Maria Sofia Barcelos, 8. “Foi uma manhã feliz e produtiva”, contou. “Resolvi o que precisava e ainda vi minha neta se divertir”. Maria Sofia também aprovou: “Eu brinquei muito! Gostei do teatrinho e da cama elástica”.
Sonho do casamento civil
No espaço exclusivo do Casamento Comunitário, casais puderam tirar dúvidas e iniciar inscrição para a primeira edição deste ano, marcada para 22 de março. A assistente administrativa Joana Figueira Silva, 47, e o mecânico Raimundo Alves, 44, chegaram cedo para resolver pendências do Detran-DF na unidade móvel do Na Hora e aproveitaram para buscar informações sobre o casamento. , relatou Joana. “Agora vamos realizar esse sonho”.
Criado em 2021, o Casamento Comunitário é uma política pública voltada a casais em situação de vulnerabilidade social. O programa garante isenção das taxas cartoriais e oferece estrutura completa para a cerimônia civil, com vestido de noiva, terno, transporte, produção básica, decoração, fotografia e organização do evento. Nos últimos seis anos, mais de mil casais oficializaram a união no Distrito Federal. Somente em 2025, mais de 400 participaram das quatro edições realizadas.
Nasce uma Estrela: preparo e acolhimento
A 27ª edição do programa Nasce uma Estrela também integrou a programação, reunindo mais de 100 participantes na manhã de sexta-feira. A capacitação contou com doulas, técnicas de enfermagem e bombeiros militares, além da participação especial do médico Ricardo Fonseca, conhecido como “superpediatra”, que abordou temas como amamentação, recuperação pós-parto e primeiros socorros com bebês. Ao final, as gestantes receberam bolsas com roupas, manta e itens essenciais para o bebê, além de participarem de sorteios de brindes. As peças são confeccionadas por pessoas privadas de liberdade capacitadas em corte e costura pela Funap.