Dor no peito, falta de ar e mal-estar são sinais que exigem atendimento imediato. É diante desses quadros que o sistema de urgência entra em ação. No Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), os atendimentos relacionados ao coração tiveram um salto de 77% em 2025. Esse aumento se deve à reorganização da porta de entrada da urgência e emergência e à integração dos serviços, o que ampliou o acesso e tornou o cuidado mais ágil e seguro para a população.
A mudança faz parte de um processo de reestruturação conduzido pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), que redefiniu fluxos internos e fortaleceu a integração entre pronto-socorro, cardiologia clínica, hemodinâmica e unidades de internação. A reorganização permitiu ampliar a capacidade de resposta da unidade, com maior resolutividade já no primeiro atendimento.
“Passamos a atender não apenas casos complexos, mas também pacientes com problemas cardiovasculares de menor gravidade ou em fase inicial de investigação. Isso possibilita diagnóstico mais precoce e início mais rápido do tratamento”, explica Gabriela Thevenard, chefe do Serviço de Cardiologia.
Com a nova organização, o atendimento começa com triagem específica para sintomas cardíacos, avaliação médica imediata e realização de exames, como eletrocardiograma e testes laboratoriais. A avaliação rápida do risco do paciente, feita logo na chegada ao hospital, ajuda a equipe médica a decidir com mais precisão a conduta, seja observação, seja internação ou encaminhamento para procedimento especializado.
Além de ampliar o volume de atendimentos no Hospital de Base, a reorganização também contribuiu para reduzir a pressão sobre as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e hospitais regionais, permitindo que cada serviço atue de forma mais alinhada ao seu perfil assistencial.