No mês dedicado às mulheres, uma iniciativa voltada à inclusão digital e ao empreendedorismo feminino transforma o acesso à tecnologia em ferramenta de autonomia. No Riacho Fundo II, o projeto Divas no Digital, desenvolvido por meio de parceria entre a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti-DF) e o Instituto Stefano Fumasoli, oferece capacitação gratuita para mulheres em situação de vulnerabilidade social.
“Nossa missão é conectar o talento dessas mulheres às oportunidades reais da economia digital”
Samara Araújo, subsecretária de Inovação, Capacitação e Inclusão Digital
Atualmente, 50 mulheres entre 14 e 60 anos participam das aulas, divididas em duas turmas: uma no período vespertino, das 14h às 18h, e outra no noturno, das 19h às 21h.
Durante o curso, as participantes têm acesso a conteúdos de marketing digital, gestão de redes sociais e inteligência artificial, com foco na aplicação prática para impulsionar pequenos negócios e iniciativas empreendedoras.
Capacitação
Para a subsecretária de Inovação, Capacitação e Inclusão Digital da Secti-DF, Samara Araújo, iniciativas como essa contribuem para ampliar a participação feminina na economia digital e fortalecer o empreendedorismo local.
“Nossa missão é conectar o talento dessas mulheres às oportunidades reais da economia digital”, afirma. “Ao oferecer formação gratuita em marketing, branding e gestão de redes sociais, estamos injetando mão de obra qualificada no mercado e fomentando o empreendedorismo feminino local. Com 240 vagas totais, o projeto fortalece o ecossistema de inovação do DF, garantindo que o desenvolvimento econômico da nossa região seja inclusivo e chegue a quem mais precisa.”
Há 16 anos, o projeto desenvolve capacitação profissional e apoio a pessoas em situação de vulnerabilidade social. Segundo a presidente do Instituto Fumasoli, Janaína Bezerra Amaral Braga, a proposta é oferecer ferramentas que permitam às mulheres ampliar a renda e conquistar maior autonomia financeira, principalmente no caso daquelas que já empreendem ou têm dificuldade de trabalhar fora de casa. Ela afirma que, desde a criação do projeto, mais de 20 mil pessoas já passaram pelas atividades promovidas pela instituição.
“Nós capacitamos mulheres que sofrem violência doméstica com vulnerabilidade social”, aponta. “No projeto de marketing digital, por exemplo, vemos a importância de utilizar as redes sociais, porque a maioria das alunas tem dificuldade de sair para trabalhar fora de casa. E são vendedoras, empreendedoras individuais, então é uma maneira de elas conseguirem ter um alcance maior para vender o seu produto.”
Crescimento profissional
Nas aulas, as participantes aprendem desde conceitos básicos e até estratégias para divulgar produtos e serviços na internet. O curso inclui orientações sobre público-alvo, criação de conteúdo, produção de vídeos e edição para redes sociais.